Walmir da Rocha Melges em 27 de julho de 1.999

Caros primos!

Este artigo já me rendeu alguma confusão pois apesar de eu ter conseguido novas informações em boa quantidade, deste ramo familiar, eu decidi, naquela época, manter este relato na íntegra, para não mudar a sua autenticidade.

Vou manter ainda assim este relato, e vou providenciar um novo artigo sobre o assunto, onde incluirei todas as informações que possuo sobre o Simão Melges.

Não tínhamos nenhuma informação do primogênito de Jakob Melges, nascido ainda na velha Alemanha em 1845 com o nome de SIMON e lembrado por alguns antigos pelo nome de Simão, até que em outubro de 1993, tivemos contato com Regina Melges Gestas Chadad, residente na época na Rua Batuíra, 217 no Bairro Assunção de São Bernardo do Campo (fones 419.8029 Res – 451.6413 Consultório Dentário – CEP 09861-550).

Informou ela, que era neta de Domingos Melges, bisneta de Simão Melges (casado com Gertrudes), que tinha tios chamados Domingos, Jacob, Pedro, Júlio, Escolástica e Inácio; e que uma prima sua chamada Conceição residia em Los Angeles e um outro parente chamado José Melges em Belo Horizonte ou em Brasília.

Passaram-se os anos, tentamos outros contatos com ela, mas somente recebemos uma carta onde ela pouco detalhou, até que há algum tempo atrás aconteceu um fato curioso:

Um primo nosso, filho de Luiz Melges (Tio Lú), é médico em Ribeirão Preto e para sua surpresa, um colega seu atendeu uma Maria Melges de Camargo, residente em Jaboticabal, que vai até Ribeirão mensalmente para conferir o seu marcapasso. Vendo o nome Melges, o médico disse-lhe: vou lhe apresentar um primo seu.

Daí para a notícia chegar até nós em Lins, foi apenas um passo para o início de uma grande aventura. Logo eu visitei a Maria Melges de Camargo, filha de João Melges e Anna Maria Koch, ele falecido em Jurupema, Distrito de Itápolis onde residiu por muitos anos.

Descobri que após sua morte, sua esposa Anna Maria Koch, encantou-se com um mineiro e desapareceu por alguns anos, deixando seus filhos com a Maria Melges de Camargo, casada em Souzas (Distrito de Campinas ) em 21 Fevereiro 1925 com Francisco Ortiz de Camargo. Passado algum tempo, a Maria e seu marido ao voltarem da roça no final da tarde, ficaram sabendo que a mãe havia vindo até sua residência e levado embora os seus irmãos menores, para os “lados” de São José do Rio Preto.

Disse ainda a Maria, que tinha um irmão mais velho que ela, chamado Simão, que havia mudado para São Paulo, mas pode ser que aqui a memória dela (nascida em 10 Março 1909) já a engane e o Simão que lembra-se seja na realidade o seu avô, pois segundo ela, o seu pai faleceu muito novo, com no máximo 45 anos.

Tudo ficaria ainda como estava antes, pois ao solicitar Certidão de Óbito do João, apareceu então João Mersi com 65 anos de idade, natural da Alemanha, filho de Simão Mersi e Mathilde Mersi, deixando 7 filhos e a viúva Anna Catilimão. Fato confuso, pois a letra do escriturário da época pode muito bem ser Melgi ou ainda Mergi; mas mesmo assim ficamos com um fato inconclusivo nas mãos.

Mas como tudo acontece na hora certa, decidi, ao retornar de uma viagem de negócios à Santa Rita do Passa Quatro em companhia de meu filho Júnior, passar por Torrinha e Dois Córregos, e ao chegar à Torrinha tive a grata surpresa de encontrar uma prima, filha do Maurício Meiry, neta do Carlos (Nenê) que sempre está batendo papo com papai e então tive a oportunidade de minha vida quanto aos registros daquele Cartório do Registro Civil.

Aquele Cartório, contrariamente à muitos outros, possui índices de Nascimentos, Casamentos e Óbitos desde o primeiro livro datado de 1889 e assim, pude fazer busca ampla, geral e irrestrita, contando com a boa vontade da prima, de sua colega e da Oficial maior que também prestou uma boa vontade incrível.

Fique apenas 4 (quatro) horas à partir das 10:30 hs, de pé no balcão, sem sair para almoçar ou mesmo beber água, anotando tudo, enquanto as duas leram, linha por linha, os nomes nos livros de índices e à medida que encontravam Melges, separavam aqueles gigantescos livros velhos, enferrujados, desfazendo-se, caindo aos pedaços, os quais eu tive o prazer de aspirar a poeira centenária, para coletar as informações que queria, de quase 60 Melges, entre nascimentos, casamentos e óbitos.

Foi assim então que consegui desvendar, sem querer, o enigma do Simão Melges. Ele realmente existiu e ponto final. Encontrei mais de 30 de seus descendentes que estão devidamente catalogados.

Quem são então os seus descendentes?

Bem, isto fica para outra ocasião pois estou aproveitando os intervalos entre serviço, enquanto a impressora vai imprimindo meus relatórios e vejo que já está na hora de alimentá-la com um arquivo novo.

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