Por coronelismo, entende-se um sistema político dominado por uma relação de compromisso entre o poder privado decadente e o poder público fortalecido, onde tal relação se consubstancia através de um acordo tácito de troca de proveitos, decorrente da evolução do sistema representativo e só viável graças à estrutura agrária existente no país, no século passado e parte do nosso século.

Para melhor entender o fenômeno coronelismo, leia-se “Coronelismo, enxada e voto” de Victor Nunes Leal.

Eventuais divergências quanto às concepções sobre as origens e limites do fenômeno “coronelista”, dependem dos níveis de conhecimento a que cada autor remonta em obediência à natureza de sua obra;

Victor Nunes Leal concebe o “coronelismo”, como “resultado da superposiçao de formas desenvolvidas do regime representativo a uma estrutura econômica e social inadequada” e julga impossível “compreender o fenômeno sem referência à nossa estrutura agrária”, onde se encontra a base do poder privado no interior do Brasil;

Para Edgard Carone, “nuances e características regionais explicam diferenças de comportamento, porém, a substância do problema é brasileira”. E, ainda, “coronelismo” é o desenvolvimento e a autonomia de agrupamentos sociais e políticos nos Estados”, como “uma das conseqüências fundamentais de desequilíbrio entre o centralismo e o federalismo”.

Para Raymundo Faoro, “a caracterização sociológica do fenômeno coronelista ainda não mereceu tratamento sistemático. Não raro é ele apresentado, ilegitimamente, como singularidade brasileira”. As explicações são procuradas aos níveis primeiros das origens do poder.

A Guarda Nacional foi instituição criada em 1831, no início do período regencial, e que prestou serviços como auxiliar do Exército, especialmente até 1870, assumindo caráter decorativo a partir daí. Em cada Município havia um regimento da Guarda Nacional e seu comando era atribuído, mediante o pagamento de emolumentos, ao chefe político local: era a patente de “coronel”. Com o traje militar, as insígnias do posto, o “coronel” tomava parte nas solenidades religiosas e profanas da cidade.

Como exemplo, Araraquara sediava o Comando Superior da Guarda Nacional, que abrangia os Municípios de Araraquara, São Carlos do Pinhal, Jaboticabal, Brotas e Jaú.

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