Minha querida e saudosa sobrinha Irene, considerada por mim como filha, conheceu Oswaldo, seu marido em minha casa em Dois Córregos. Ele tinha sido nomeado Professor do Grupo Escolar Francisco Simões e dava aulas particulares para Nellie e Nilze, alfabetizou Vima e foi professor de Antoninho e Esaú.

Naquela época Irene e Antoninho, meus queridos sobrinhos moravam comigo e Luiz e eram muito amados por nós e por meus filhos.

Após as aulas que eram dadas em casa, ficávamos conversando e seríamos algumas guloseimas ao professor. Irene sempre presente e começaram a troca de olhares, que naquele tempo chamava flerte. E assim come começou o namoro e o tempo foi passando e os dois se amando cada vez mais.

Antoninho depois que terminou o 4º ano escolar voltou para casa dos pais, mas Irene ficou morando comigo até se casar indo de vez em quando passar alguns dias com os pais.

Oswaldo, depois de algum tempo foi promovido Diretor e quando foi nomeado para Rubião Júnior, resolveram ficar noivos para nossa grande alegria. Os noivinhos estavam felizes e marcaram o casamento e Luiz levou Oswaldo para pedir a mão de Irene ao pai Lulu, que morava perto de Marília, não me lembro se em Pompéia ou Paulópolis. Quando os dois voltaram para Dois Córregos comemoramos o noivado e começamos a fazer planos para o casamento que prometia ser para sempre tão grande era o amor deles.

O tempo passou depressa entre “aprontações”, enxoval etc. etc. … e chegou o dia do casamento. Na véspera do casamento fiz um jantar em casa, como era costume, convidando a família Walder, Melges e Mendes e alguns amigos mais íntimos. Foi muito alegre, regado a champanhe e estávamos todos felizes.

No dia seguinte de manhã foi o casamento religioso na Igreja Matriz de Dois Córregos, com missa e cantada. O noivo muito elegante vestindo terno de casimira inglesa marinho, e flor na lapela, esperava a noiva no altar. Irene entrou na Igreja com seu sorriso meigo e linda como um anjo, vestido de seda branca, colar e brincos de pérolas, um farto e comprido véu que saia da delicada grinalda. Levava um buque de botões de rosas brancas naturais. Atravessou a nave da Igreja pelo braço de seu tio Luiz, a pedido dela. A Igreja estava toda enfeitada de rosas brancas.

Após a cerimônia foram todos para minha casa (como era costume), na Rua 13 de Maio, onde os esperava uma linda mesa com toalha de linho branca, bordada, onde estava o bolo no centro, com andares e dois noivinhos em cima. A casa estava cheia de flores e de convidados, todos alegres desejando felicidades aos noivos e então foi realizado o casamento civil.

Finalmente chegou a hora dos noivos partirem. Irene viajou com um elegante tailleur e Oswaldo de terno cinza. Os parentes e amigos foram levá-los na estação para dar mais um adeus. E seguiram viagem felizes para o novo lar e iniciar uma nova vida a dois.

Depois de morar algum tempo em Rubião Júnior, Oswaldo foi transferido para Botucatu onde nasceram Oswaldinho, Vladimir e Luiz Antônio. Foram morar depois em Tietê, onde nasceu Júlio Marcos. Eu e Luiz sempre junto da querida Irene nos nascimentos dos filhos, pois eles sempre fizeram parte da nossa vida.

Depois demorarem em várias cidades por ser professor e sendo promovido na carreira, finalmente foram morar em Piracicaba no belo casarão da família Walder.

Eles como todos nós, tiveram momentos de grandes alegrias e também de grande tristeza. Eu hoje com a idade avançada, lembro-me com carinho deles e só me resta saudades desses anos tão felizes …

Francisca de Souza Mendes Scortecci (Tia Nenê) – São Paulo outubro de 1999

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