Primeiro a versão folclórica que estou [Walmir da Rocha Melges] até amenizando pela falta de prova história e documental.
Após uma briga entre Jakob Melges, que era conhecido como “Jakob louco” por ser inflexível e muito bravo na defesa daquilo que considerava seus direitos, um dia ele preparou uma carroça e mandou a esposa juntar as “tralhas” e as crianças {Simão tinha nascido na Alemanha e Adão nascido em Petrópolis] e se mandasse pela estrada que os alcançaria no caminho em direção ao novo lugar para viver.
O motivo? Foi se entender com um fofoqueiro que havia criado problemas para ele.
Não sei qual é a versão que vocês conhecem, mas esta é a que eu consegui “fechar” após ler algumas milhares de páginas sobre Petrópolis e os imigrantes alemães, bem como os de outros locais, inclusive suíços, austríacos e outros “alamanos”.
a que eu conheço é que o Barão de Araras já conhecia o trabalho de Jakob e de Adão e a força de trabalho e seriedade da família toda, decidindo então, enviar todos para aquela região, para abrir a Fazenda da Ponta, junto com o filho do Barão que havia terminado o curso de mineração na Alemanha.
Eu conheço várias versões romanceadas e folclóricas porém a realidade que eu pude verificar e daí construir uma versão [esta] que pode ser tida como verdadeira pois possui comprovação histórica de muitos fatos, é que a história fala do Governador-Prefeito Major que foi encarregado por D. Pedro para povoar a Fazenda Córrego Seco com alemães de várias províncias.
Foi por isto que chegamos à Petrópolis. Neste episódio, Jakob foi até a casa do major, bateu na janela e quando foi aberta ele gritou: “você sujou meu carra, agora eu sujo seu carra também” e lambuzou a “cara do major” com a vassoura já carregada de ares, de pó, e de lama especial”.
Mas, as coisas não aconteceram bem assim não.
Vamos sintetizar e falar por partes e um dia, com mais tempo, escrevo o restante que está vivo na minha cabeça e nas minhas anotações e livros pesquisados.
Quando nasceu meu tataravô ADÃO, D. Pedro por acaso estava lá em Petrópolis e uma vez por ano, ele fazia questão de demonstrar boa vontade e exercer a política de boa vizinhança com os colonos quando então batizava cerca de 5 crianças, tornando-se padrinho delas. Tenho prova documental de que isto realmente ocorreu cm Adão.
Ocorre que em 1848 apresentaram para ele 5 crianças, dentre eles Adão, e uma outra, filho de um amigo do Jakob, o Adão Huppert. Com isto, Adão tornou-se então afilhado de D. Pedro. nada mais.
Historicamente a cidade de Petrópolis foi o primeiro núcleo de COHAB – BNH do Brasil, e a forma que o Administrador escolheu para os alemães pagarem os “prazos de terra” à Coroa, era ESCRAVIZANTE, onde pagavam mediante a retenção de uma parcela do seu ganho mensal, e a vida lá era péssima pois ou tinha frio ou tinha calor e pó.
Com tal situação, dezenas de colonos começaram a FUGIR de Petrópolis, ainda conhecida como Fazenda do Córrego Seco, como também o fizeram de outras fazendas, abandonando o seu prazo de terras e as construções.
Bom, saindo de lá, fomos para BANANAL, em seguida as demais cidades da “linha em direção à São Paulo, que era o “caminhar do plantio do café”, até chegar em São José dos Campos onde ficamos por um tempo. Depois fomos para Campinas, Limeira onde já existia a escravidão branca praticada por um grande empresário e fazendeiro, muito mais com os suíços, assunto este que os historiadores do Brasil já cuidaram de registrar e nomear.
Fomos, junto com as levas de fugidos, acompanhando a abertura de fazendas e o plantio do café, e a mão de obra dos “alamanos” sempre muito apreciada e valorizada, até que chegamos à região onde hoje é Rio Claro, no Bairro do Cordeiro que hoje é a cidade de Cordeirópolis, onde permanecemos por bom tempo e fizemos boas amizades com os donos da terra, justamente pelo “jeito alemão de se fazer as coisas com responsabilidade” comprovando potencial de trabalho e responsabilidade.
Lá ficamos conhecendo muitos fazendeiros inclusive o Barão de Araras, que conhecendo o trabalho de Jakob e Adão Melges, acabou levando a família toda bem como alguns amigos que foram se agregando, para Torrinha, de onde acabamos se espalhando.
Termino apressadamente este artigo que é apenas introdutório nestes dois temas; Petrópolis e Torrinha, pois acabei adiantando parte do assunto par uma prima hoje, assunto este que eu ainda estava guardando para o futuro, É certo então que retornarei à ele com mais detalhes e incluindo a comprovação histórica que levantei, mas primeiro quero terminar a pesquisa do “porquê” o Adão ter colocado o aditivo de CAMARGO no nome do seu filho Jacob Melges de Camargo, mas isto é para outra hora.

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